A Luz Que Transforma
Hoje pela manhã me deparei com uma mensagem que me marcou profundamente. Eram duas imagens enviadas pela minha amiga que vive em Guiné-Bissau: na primeira, um menino fazia uma instalação elétrica improvisada; na segunda, o mesmo garoto aparecia radiante de alegria, diante de uma simples lâmpada acesa em sua cozinha. O enunciado dizia: “A alegria de ter uma instalação feita pelas próprias mãos, em um país onde a energia elétrica está disponível apenas na capital, e ainda assim com muita instabilidade.”
Aquelas imagens me fizeram refletir sobre o significado da energia elétrica em nossas vidas. Para nós, brasileiros de classe média ou alta, ela se tornou tão banal que já a consideramos uma necessidade básica, quase invisível. No entanto, em muitos lugares do mundo, sua ausência é a realidade cotidiana.
Quando o básico pesa no bolso
Na minha própria casa, vivo reclamando do alto custo da conta de luz. No mês passado, por exemplo, pagamos R$ 1.104,83 de energia — um valor que parece não fazer sentido, principalmente porque utilizamos painéis solares. Mesmo com todos os cuidados — evitar o uso prolongado de aquecedores, controlar o chuveiro elétrico no inverno, ligar o ar-condicionado apenas quando necessário — ainda assim o gasto é exorbitante.
E não se trata apenas de conforto. Aqui no sul do Brasil, os invernos rigorosos tornam a energia indispensável. Sem aquecimento, a saúde de minha família pode ser comprometida: meu filho, por exemplo, tem crises de asma que se agravam com o frio. A falta de energia não é apenas um desconforto; é uma ameaça à vida.
A luz que salva
Ao olhar novamente para aquela foto do menino em Guiné-Bissau, percebi a dimensão simbólica de uma lâmpada acesa em meio à escuridão. Quando todos ao redor vivem sem acesso a esse recurso, ter luz em casa é quase um ato de salvação. É poder oferecer refúgio, segurança e até esperança.
Essa imagem me remeteu às palavras de Jesus: “Eu sou a luz do mundo” (João 8:12). Ele também nos convidou a sermos luz na vida das pessoas, a irradiar aquilo que recebemos d’Ele.
A energia elétrica é limitada, cara e muitas vezes inacessível. Mas a luz de Cristo é gratuita, abundante e está sempre disponível — como a energia do sol. A grande questão é: como escolhemos usá-la? Vamos agir como companhias de energia, cobrando caro para “distribuir” aquilo que recebemos, ou seremos generosos em oferecer essa luz em abundância, como Cristo fez?
Minha conclusão
Ser luz significa usar o poder que temos — não para benefício próprio, mas para iluminar, aquecer e salvar os outros. Assim como aquela lâmpada trouxe alegria e dignidade para um lar em Guiné-Bissau, nós também podemos ser instrumentos de esperança na vida de quem está ao nosso redor.
Que essa reflexão nos inspire hoje: a energia de Cristo em nós não tem custo, mas exige uma escolha — obedecer, compartilhar e brilhar.
Enquanto refletia sobre isso, lembrei-me das palavras de Jesus:
A pergunta é: como escolhemos viver essa luz? Vamos retê-la apenas para nós, como quem “cobra caro” para compartilhar, ou vamos distribuí-la em abundância, assim como o Senhor fez?