O Cordeiro de Deus
“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”
João 1.29 (NAA)Quando João Batista viu Jesus Cristo aproximando-Se, sua declaração foi breve, mas, ao mesmo tempo, profunda. João estava preparando o povo para o Messias, chamando-os ao arrependimento. No entanto, ao identificar Jesus como “o Cordeiro de Deus”, ele revela não apenas quem Cristo é, mas o que Ele veio fazer. O ministério de João alcança seu clímax ao apontar para aquele que cumpriria tudo o que os sacrifícios do Antigo Testamento apenas simbolizavam.
A escolha da palavra “Cordeiro” não foi acidental. No contexto bíblico, o cordeiro estava associado ao sacrifício substitutivo. Era o animal oferecido em favor do pecador, simbolizando inocência e pureza. Ao dizer que Jesus é o Cordeiro “de Deus”, João destaca a origem divina desse sacrifício. Não é o homem oferecendo algo para apaziguar Deus; é o próprio Deus oferecendo o meio de reconciliação. A salvação, portanto, não nasce do esforço humano, mas da iniciativa graciosa do Pai.
A frase seguinte amplia ainda mais o alcance da missão de Cristo: “que tira o pecado do mundo”. O pecado, na Escritura, não é apenas comportamento inadequado; é condição espiritual de rebelião contra Deus. Ele gera culpa real e exige resposta justa. A santidade de Deus não permite indiferença diante da transgressão. Por isso, a obra do Cordeiro envolve remoção efetiva da culpa. “Tirar” implica carregar, suportar e eliminar aquilo que nos separava do Criador.
Aqui compreendemos a importância do cordeiro imaculado. No sistema sacrificial, o animal precisava ser sem defeito, pois representava perfeição diante de Deus. Essa exigência apontava para a necessidade de um sacrifício moralmente puro. Cristo viveu sem pecado, cumpriu plenamente a Lei e manteve perfeita obediência ao Pai. Sua vida sem mancha O qualificou como o único capaz de oferecer propiciação verdadeira.
A propiciação é um conceito central na compreensão da cruz. Significa que a justa ira de Deus contra o pecado foi plenamente satisfeita por meio do sacrifício de Cristo. Como ensina o apóstolo Paulo, Deus apresentou Jesus como propiciação, mediante a fé, no Seu sangue (Rm 3.25). Isso revela que Deus não ignora o pecado, mas o trata de forma justa. Ao mesmo tempo, demonstra que Seu amor providenciou o próprio sacrifício que Sua justiça exigia.
Na cruz, portanto, não vemos um conflito entre justiça e amor, mas sua perfeita harmonia. A culpa foi assumida por Cristo, o castigo foi suportado por Ele, e a reconciliação tornou-se possível. O pecado não foi relativizado; foi julgado. Mas o juízo caiu sobre o Substituto. Essa é a essência da esperança cristã: a condenação que era nossa foi colocada sobre o Cordeiro de Deus.
Contemplar a declaração de João Batista é compreender que a fé cristã está fundamentada em um ato histórico e redentor. Nossa segurança não repousa em nossas obras, mas na obra consumada de Cristo. A consciência encontra descanso quando entende que a dívida foi paga integralmente. O acesso a Deus foi aberto não por mérito humano, mas pelo sangue do Cordeiro.
Essa verdade nos conduz à gratidão e à reverência. Se o preço da nossa redenção foi o sacrifício do Filho de Deus, então a salvação não pode ser tratada com superficialidade. Somos chamados a viver à luz da cruz, confiando plenamente na suficiência do Cordeiro e caminhando em obediência como resposta de amor.
E essa contemplação pode se aprofundar ainda mais quando percorremos as Escrituras com atenção à unidade da revelação. A declaração de João não está isolada; ela ecoa de Gênesis a Apocalipse, revelando a centralidade de Cristo na história da redenção.
Por isso, convido você a continuar essa jornada iniciando o plano de leitura “O Cordeiro de Deus”, disponível no App da Bíblia YouVersion.
Do Gênesis ao Apocalipse, a Bíblia revela uma história de redenção marcada pelo sacrifício do cordeiro. Neste plano, você percorrerá cronologicamente as Escrituras para contemplar como cada cordeiro apontava para Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Especialmente no período da Páscoa, essa leitura conduz à reflexão sobre substituição, redenção, cruz e glória, fortalecendo sua fé e ampliando sua compreensão da obra consumada de Cristo.
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Que seus olhos permaneçam fixos nEle, o Cordeiro que foi imolado e que vive para sempre!
Você é um milagre!
Pedro Rocha Tavares
Equipe Jesus.net.