Reflexão | Alegria além da folia

É muito comum ouvirmos a pergunta: “Cristão pode comemorar o Carnaval?” Mas talvez o ponto principal não seja apenas poder ou não poder, e sim a necessidade. O cristão realmente precisa do Carnaval para sentir alegria? Quando olhamos por essa perspectiva, percebemos que a reflexão vai além de uma regra, ela toca o lugar onde buscamos satisfação.  

O Carnaval

Mesmo quem não participa costuma associar o Carnaval à folia, animação e momentos de diversão. Tudo parece atrativo, leve, intenso, assim como aquilo que, no início, também pareceu bom aos olhos de Eva.

“Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu também.”

Gênesis 3:6

Muitas vezes aquilo que chama nossa atenção promete satisfação imediata. Mas, depois que a euforia passa e a rotina volta, algumas pessoas percebem sentimentos como vazio, culpa ou simplesmente a sensação de que algo ainda falta. E então surge um ciclo: buscar novamente experiências que tragam, ainda que por pouco tempo, aquela sensação de felicidade.

A alegria verdadeira

Existe uma alegria que não depende de momentos específicos nem de circunstâncias favoráveis. A Bíblia diz:

“A alegria do Senhor é a vossa força.”

Neemias 8:10

Jesus também declarou:

“Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.”

João 10:10

Certa vez, ouvi um colega contar sobre uma conversa que teve. A pessoa com quem ele falava não era cristã, e ele comentou que não precisava de baladas, drogas ou libertinagem para ser feliz. A outra pessoa respondeu que, sem essas coisas, não se sentia completa.

Essa conversa ficou na minha mente porque mostra um contraste interessante: enquanto alguns buscam fora algo para preencher o coração, outros descobrem que essa satisfação pode vir de um lugar mais profundo.

Talvez a questão não seja apenas sobre evitar algo, mas sobre descobrir algo maior. Quando experimentamos a alegria que vem de Deus, começamos a perceber que existem fontes mais profundas de satisfação, aquelas que permanecem mesmo quando os momentos passam.

A graça que nos alcança

E talvez alguém pense: “Mas eu ainda não sinto essa alegria.” É justamente aqui que encontramos a beleza da graça.

A alegria que Deus oferece não é um prêmio para quem já acertou tudo. Ela é um presente que Ele oferece a todos que se aproximam dEle.

“Porque pela graça vocês são salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus.”

Efésios 2:8

Não é sobre merecer, mas sobre receber. Pela graça, somos convidados a conhecer uma alegria que nasce do relacionamento com Deus, e não das circunstâncias ao nosso redor.

Podemos, mas não precisamos

Quando olhamos para isso, talvez a pergunta deixe de ser apenas “posso ou não posso?” e passe a ser: onde tenho buscado minha alegria? Será que aquilo que parece preencher por um momento realmente satisfaz o coração por completo?  

“Tudo me é lícito, mas nem tudo convém.”

I Coríntios 6:12

A questão nem sempre está apenas no que é permitido, mas no que realmente edifica e no que alimenta nosso coração. Muitas vezes temos liberdade para escolher, mas isso não significa que tudo nos aproxima daquilo que realmente precisamos.

Quando entendemos que nossa alegria pode ser encontrada em Jesus, percebemos que não precisamos da folia do Carnaval, ou de qualquer outro momento passageiro, para nos sentirmos felizes ou completos. A graça de Deus nos oferece uma alegria que não depende de ocasiões específicas, mas que permanece mesmo quando a festa termina.

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Sobre o autor

Escritora apaixonada por Jesus.
Vivendo pela graça e dedicada a anunciar, através da escrita, o caminho da salvação, a verdade que liberta e a plenitude da vida que só existe em Cristo.Mostrar menos